A felicidade sentava-se todos os dias no peitoril da janela. Tinha feições de menino inconsolável. Um menino impúbere ainda sem amor para ninguém, gostando apenas de demorar as mãos ou de roçar lentamente o cabelo pelas faces humanas. E, como menino que era, achava um grande mistério no seu próprio nome. Jorge de Sena, in cadernos de poesia
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