segunda-feira, 6 de abril de 2015

CHOVE, DE MANSO, NA CIDADE




Chora em meu coração
como chove lá fora.
Porque esta lassidão
me invade o coração?

Oh! ruído bom da chuva
no chão e nos telhados!
Para uma alma viúva,
oh! o canto da chuva!

E chora sem razão
meu coração amargo.
Algum desgosto? - Não!
É um pranto sem razão.

E essa é a maior dor,
não saber bem por que,
sem ódio sem amor,
eu sinto tanta dor.

Arthur Rimbaud

4 comentários:

  1. Que poema ma-ra-vi-lho-so!!! Como diz Blaise Pascal: “O coração tem razões que a própria razão desconhece.” Abraço poético do
    http://rose-sousacoracaodefera.blogspot.com.br

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