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sábado, 19 de setembro de 2015

NEBLINA DO TEMPO




Na neblina do tempo
O menino desapareceu,
Levando com ele
Todos meus sonhos e ilusões.
Hoje,resta apenas,
No homem que sou eu,
A sombra do menino,
Daquele menino sonhador
Que fui eu
E que na neblina do tempo
Certa vez se perdeu...


Olympiades Guimarães Corrêa
in Neblina do Tempo 1.996


terça-feira, 7 de abril de 2015

POEMA DA VIDA





Os anos passam,
As coisas não se repetem,
São como os rios
Que seguem o seu curso,
Suas águas correm sem destino
E jamais voltam as nascentes...
Seria tão bom se a existência 
Não fosse semelhante aos rios
Que pudessemos voltar
Voltar pelo menos uma vez,
Às nossas antigas origens,
Às nossas velhas raízes,
Plantar árvores,
Comer frutos,
Vê-las crescerem novamente...
Mas somos passageiros pela terra.
Nascemos como os rios,
Seguimos o nosso curso,
Possuímos enfim uma existência fugaz...
Dirás que tudo não passa de palavras,
De vã filosofia,
Mas é na realidade,
Nós nascemos,
Nós vivemos
E finalmente morremos...
A morte é a maior realidade da vida.


Olympiades G.Corrêa 


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

POEMA II




Existem gestos,
Palavras ternas e espontâneas
Cheias de calor humano.
Que brotam sem a gente sentir...
Até mesmo um simples sorriso.

Coisas que identificam,
Unem como os elos,
Elos de uma simples corrente
Nascendo , então,
Do fundo do coração,
Algo sublime,
Algo inconfundível
Que nos reabilita quando sincero,
E nos conforta - A AMIZADE.

Olympiades Guimarães Corrêa
em Neblina do Tempo -1.996

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

POEMA DO TEMPO



O tempo é implacável ,
Assim dizem os filósofos...

Os anos passam
Ou nós passamos pela vida...

Envelhecemos e as ilusões fenecem.
A juventude como por encanto
Fica para trás,
Ficando também com ela
Tudo que é sorridente e belo...

Quem me dera que pudesse
Voltar atrás num sentido breve
Abraçar por segundos apenas,
Num doce afago,
Aqueles desejos irrealizados
Que, muitas vezes, permanecem
Numa vivência constante...
Nem que fôssemos como as flores
Que, arrancadas de sua existência fugaz,
Permanecem nos jarros,
Enquanto possuem um resto de vida
Para morrer dias depois...


Olympiades Guimarães Corrêa
em Neblina do Tempo 1.996

terça-feira, 24 de setembro de 2013

SE EU PUDESSE...




Se eu pudesse
Ser como as gaivotas,
Transpor ares e mares,
Libertar-me dos antolhos,
De míseros preconceitos
Que os homens cheios de malícia,
Explorando a sua inteligência,
Resolveram criar...

Se eu pudesse,
Voar como os pássaros ligeiros,
Livres de gaiolas,
Em busca da liberdade,
Descobrir novos lugares,
Longe deste mundo bitolado,
Deste velho mundo transtornado,
Minado pelo egoísmo e arestas,
Mundo de falsos profetas,
Crenças e promessas,
Encontrar o reino da fantasia,
Da paz eterna e duradoura,
Livre das lutas e do ódio...
Se eu pudesse.
Voar e encontrar o reino da Poesia,
Que feliz seria eu,
Mas se eu pudesse,
Talvez a alegria e a felicidade
Seriam as minhas companheiras
E eu me tornaria o mais feliz
De todos os homens sobre a terra...


Olympiades G. Corrêa
- In Eterna Procura

quarta-feira, 25 de abril de 2012

VAZIO



Há certos dias
Que sinto em min’alma
Um vazio infinito,
Um vazio sem sentido,
Um vazio indefinível,
Vazio dos ventos e procelas,
Vazio que vem de longe
Cuja origem desconheço,
Maior,
Muito maior que a solidão...

Há certos momentos
Que sinto dentro de mim
Um vazio talvez originário das vagas,
Dos grandes mares
E que às vezes me inunda,
Quase me faz soçobrar...

Há certas horas
Que sinto dentro de mim
Um vazio que se agiganta,
Diante do qual me sinto pequenino
E comparo este vazio tão grande
Ao vazio da hora do adeus...

Mas existe,sim,
Um vazio,
Muito maior do que todos os vazios,
E que se alojam no âmago dos corações,
O vazio imenso da saudade!...



Olympiades Guimarães Corrêa
Em Neblina do Tempo

segunda-feira, 23 de abril de 2012

GAIVOTAS


Bando de gaivotas
Cortam o infinito dos céus,
No seu vôo elas definem
O sentido maravilhoso e exato
Do que seja liberdade.
No seu vôo tranquilo
Parece às vezes
Que estamos diante
De uma orquestra magistral,
Onde são entoados salmos,
Salmos louvando a paz,
Canto sem silêncio
Em prol da libertação...
E o homem veste as roupagens da gaivota,
Tenta alçar o vôo,
Mas não consegue alcançar os céus
Nem a paz tão desejada,
As asas se partem
E ele cai por terra...

Olympiades Guimarães Corrêa
- In Eterna procura