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domingo, 20 de setembro de 2015

HORA AZUL




Hora azul.No parque, o ocaso
tem sugestões de pintura.
Crescem as sombras e alvura
dos cisnes, no tanque raso.

O velho jardim de luxo
parece um vaso de aromas.
Harmonias policromas
sobem da água do repuxo.

A tarde cai dos espaços 
como uma flor, a um arranco
do vento, cai aos pedaços .

E a noite vem... No jardim,
o luar, como um pavão branco,
abre a cauda de marfim.

Onestaldo de Pennafort
 - In Poesia


terça-feira, 19 de maio de 2015

XI


Arte Luiza Gelts


Ah! velhos livros... Emoções passadas...
Já não nos falam mais como falaram!
Se são as mesmas pálpebras cansadas
e os mesmos olhos, já que não mudaram

as palavras das páginas marcadas,
por que não choram mais onde choraram?
É que as palavras ficam bem guardadas
lá no recanto d’alma em que ficaram.

E quantas almas há num corpo, quantas!
— cismo ao reler um livro, velho amigo
que o tempo amarelou e a que umas plantas

deram um cheiro bom de tempo antigo,
e que eu embora leia tantas vezes,
tantas… quero chorar e não consigo!


Onestaldo d Pennafort,
in Poesia


sábado, 31 de janeiro de 2015

XII


Imagem by Igor Zenin


Olhar a realidade face a face!
viver! (mas como se a gente sonhasse...)


Onestaldo de Pennafort,
in Poesia


 

quinta-feira, 26 de julho de 2012

V



Basta que a sombra desça e o silêncio se faça,
para que tudo assuma as proporções, a graça,
o espirito, a cadência, a estranha realidade
das cousas de arte, mais reais do que a verdade.

Onestaldo de Penafort,
in Poesia

terça-feira, 24 de julho de 2012

UNANIMISMO


Neste momento em que te falo, algures
um homem agoniza e há um trem que parte.
Que isso não te magoe e antes murmures;
eu vivo, eu sonho e estou em toda parte.

Onestaldo de Pennafort,
in Poesia

sábado, 24 de março de 2012

XXVII


Vive-se uma só vez.
Por cem anos, um mês
ou apenas um dia...
No insípido entremez,
com mágoa ou alegria,
vive-se uma só vez.

Onestaldo de Pennafort,
in Poesia