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quarta-feira, 1 de março de 2017
MARÇO
Que etéreo veneno entorpecente
De sonhos infinitos e tranqüilos
Trazes contigo, límpido março azul
Das transparentes distâncias!
Helena Kolody
In ‘Infinita Luz’
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
MÁSCARAS
Arte Dorina Costras
No perpétuo carnaval
deste mundo desvairado,
usam disfarces
fingem-se outros.
Adivinha quem é quem,
no baile de máscaras.
Helena Kolody
in Correnteza
segunda-feira, 20 de julho de 2015
NOMES
Nomes com cheiro de mato:
corticeira,
guajuvira,
aroeira,
manacá.
Helena Kolody
in ‘Sinfonia da Vida’
sábado, 20 de dezembro de 2014
LIÇÃO
A luz da lamparina dançava
frente ao ícone da Santíssima Trindade.
Paciente, a avó ensinava
a prostrar-se em reverência,
persignar-se com três dedos
e rezar em língua eslava.
De mãos postas, a menina
fielmente repetia
palavras que ela ignorava,
mas Deus entendia.
Helena Kolody
In “Poesias escolhidas”
domingo, 19 de outubro de 2014
quinta-feira, 26 de junho de 2014
PENUMBRA
Já se aprofundam as raízes
no repouso do silêncio.
Cresce o musgo nas fundas cicatrizes.
Levita a fronde.
Na penumbra dos ramos,
tímido pássaro
inicia um canto de eternidade.
Helena Kolody ,
in Viagem no Espelho
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
COEXISTÊNCIA
Desgastou as arestas pessoais,
rebaixou a cordilheira interior,
no esforço de conviver.
Tomou o denominador comum.
Incorporou-se à fórmula geral.
Que olhar tão cansado de existir!
Helena Kolody,
in Viagem no Espelho
sábado, 10 de agosto de 2013
SOLIDÃO
Quedamos sempre sozinhos
Em nossas horas maiores
A dor, veneno latente,
Corrói-nos a alma em segredo.
A mais gloriosa alegria
Floresce na solidão.
Helena Kolody
In: Correnteza
quarta-feira, 17 de abril de 2013
VOZ DA NOITE
foto by Luiz Alberto Ferreira
O sol se apaga.
De mansinho,
a sombra cresce.
A voz da noite
diz, baixinho:
esquece...esquece...
Helena Kolody,
in Sinfonia da Vida
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
ALEGRIAS
As alegrias passam por mim
Qual um sonoro bando de aves brancas
Por sobre o espelho do mar.
A superfície vibra de inquietas imagens.
Mas a profundeza é sempre a mesma,
Sempre a mesma,
E é eternamente a mesma a direção das vagas.
Helena Kolody
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
NÃO ERA ISSO
Não.
Não era isso.
O que eu queria dizer
era tão alto
e tão longe
que nem conseguiu soletrar
suas palavras-estrelas.
Helena Kolody
In: Poemas do Amor Impossível
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
PALAVRAS
Aluviões de palavras
corroem as cordilheiras.
Densas nuvens de palavras
limitam os horizontes.
Os batalhões de palavras
concentram as agressões.
Há loucura de palavras
a brotar por entre as pedras
de inumeráveis caminhos.
Ao passarem as palavras,
brilhará, límpido e eterno,
o Verbo esquecido.
Helena Kolody
In: Sinfonia da vida
corroem as cordilheiras.
Densas nuvens de palavras
limitam os horizontes.
Os batalhões de palavras
concentram as agressões.
Há loucura de palavras
a brotar por entre as pedras
de inumeráveis caminhos.
Ao passarem as palavras,
brilhará, límpido e eterno,
o Verbo esquecido.
Helena Kolody
In: Sinfonia da vida
terça-feira, 4 de setembro de 2012
A MIRAGEM NO CAMINHO
Perdeu-se em nada,
caminhou sozinho,
a perseguir um grande sonho louco.
(E a felicidade
era aquele pouco
que desprezou ao longo do caminho).
Helena Kolody,
in Viagem no Espelho
LOUCURA LÚCIDA
Pairo, de súbito,
noutra dimensão
Alucina-me a poesia,
loucura lúcida.
Helena Kolody,
in Viagem no Espelho
sábado, 18 de agosto de 2012
INFINITO PRESENTE
No
movimento veloz
de nossa viagem,
embala-nos a ilusão
da fuga do tempo.
Poeira esparsa no vento,
apenas passamos nós.
O tempo é mar que se alarga
num infinito presente.
Helena Kolody
in Viagem no Espelho
de nossa viagem,
embala-nos a ilusão
da fuga do tempo.
Poeira esparsa no vento,
apenas passamos nós.
O tempo é mar que se alarga
num infinito presente.
Helena Kolody
in Viagem no Espelho
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
SOLIDÃO
Quedamos
sempre sozinhos
Em
nossas horas maiores
A dor, veneno latente,
Corrói-nos a alma em segredo.
A mais gloriosa alegria
Floresce na solidão.
Helena Kolody
In: Correnteza
A dor, veneno latente,
Corrói-nos a alma em segredo.
A mais gloriosa alegria
Floresce na solidão.
Helena Kolody
In: Correnteza
domingo, 29 de julho de 2012
NUNCA E SEMPRE
Sempre cheguei tarde
ou cedo demais.
Não vi a felicidade acontecer.
Nunca floresceram
em minha primavera
as rosas que sonhei colher..
Mas sempre os passarinhos
cantaram e fizeram ninhos
pelos beirais
do meu viver.
Helena Kolody
Helena Kolody
in Sinfonia da vida
segunda-feira, 11 de junho de 2012
O SENTIDO SECRETO DA VIDA
Há um sentido profundo
Na superficialidade das coisas,
Uma ordem inalterável
No caos aparente dos mundos.
Vibra um trabalho silencioso e incessante
Dentro da imobilidade das plantas:
No crescer das raízes,
No desabrochar das flores,
No sazonar das frutas.
Há um aperfeiçoamento invisível
Dentro do silêncio de nosso Eu:
Nos sentimentos que florescem,
Nas idéias que voam,
Nas mágoas que sangram.
Uma folha morta
Não cai inutilmente.
A lágrima não rola em vão.
Uma invisível mão misericordiosa
Suaviza a queda da folha,
Enxuga o pranto da face.
Helena Kolody
in Correnteza
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