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sábado, 24 de agosto de 2013

EU, NO TEMPO



Meu espírito caminha irreversivelmente para a irrealidade de tudo.
O universo para, de repente, à espera de minha infância.
Tudo repousa em seu lugar.
O tempo, no relógio.
O silencio, na pedra.
Jogo as máscaras fora e me identifico comigo
que me esperava há séculos.

Emílio Moura
In: Itinerário Poético

quarta-feira, 16 de maio de 2012

EMÍLIO MOURA



Eis a nossa fraqueza:
- a necessidade de compreender e de sermos compreendidos,
essa febre de ser, esse espanto, esse inconformismo,
e essa mágoa secreta de não conseguirmos captar a vida
em seus momentos mais puros.


Emílio Moura
in Itinerário Poético

terça-feira, 8 de maio de 2012

INTERROGAÇÃO



Sozinho, sozinho, perdido na bruma.
Há vozes aflitas que sobem, que sobem.
Mas, sob a rajada ainda há barcos com velas
e há faróis que ninguém sabe de que terras são.

- Senhor, são os remos ou são as ondas
o que dirige o meu barco?
Eu tenho as mãos cansadas
e o barco voa dentro da noite


Emílio Moura


ALMA ESTRANGULADA



Cada um de nós que vai por essa estrada deserta
sente que uma multidão de espíritos vive dentro de si.
Às vezes nos surpreendemos tão diferentes de nós mesmos...

(As sombras na alma pesam tanto, são tão quietas,
como a noite, são tão frias, como o luar).

... tão diferentes, como se, de súbito,
uma multidão de espíritos vivesse dentro de nós.



Emílio Moura