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domingo, 17 de agosto de 2014

O SILÊNCIO...


O Silêncio amedronta.
Conforta-nos a Fala ?
Mas o Silêncio é Infinitude.
Silêncio não tem cara.

Emily Dickinson,
in Alguns poemas. Trad. José Lira

segunda-feira, 7 de abril de 2014

NÃO SOU NINGUÉM



Não sou Ninguém! Quem é você?
Ninguém — Também?
Então somos um par?
Não conte! Podem espalhar!

Que triste — ser — Alguém!
Que pública — a Fama —
Dizer seu nome — como a Rã —
Para as palmas da Lama!


Emily Dickinson
Tradução de Augusto de Campos.





quinta-feira, 27 de março de 2014

A MANHÃ É DE TODOS.


A Manhã é de todos-
A Noite - a alguns dada -
Para os poucos do império -
A luz da Madrugada.



Emily Dickinson
(1830-1886)
In "Cem Poemas"
Trad. de Ana Luísa Amaral.


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

A MANHÃ É DE TODOS


A Manhã é de todos -
A Noite - de alguns -
De poucos escolhidos -
A Auroreal luz.

Emily Dickinson,
in A branca voz da solidão.
Trad. José Lira.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

FLORIR É CHEGAR. VER A FLOR




Florir é chegar.Ver a flor
contemplá-la ao passar,
só dá para suspeitar
a circunstância menor
da empresa fulgurante,
intrincamente feita
da borboleta perfeita
ofertada à luz do dia.

Alimentar o botão,
pagar direito ao relento,
regular calor e vento,
esconder-se do zangão,
não falhar à natureza,
esperar por esse dia...
Ser flor é muita
responsabilidade!

Emily Dickinson
Tradução de Paulo Mendes Campos

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A DOR TEM UM ELEMENTO DE VAZIO


 
A Dor - tem um Elemento de Vazio - 
Não se consegue lembrar 
De quando começou - ou se houve 
Um tempo em que não existiu - 
 
Não tem Futuro - para lá de si própria - 
O seu Infinito contém 
O seu Passado - iluminado para aperceber 
Novas Épocas - de Dor. 
 
Emily Dickinson,
in "Poemas e Cartas" 
Tradução de Nuno Júdice












quarta-feira, 21 de agosto de 2013

COMO SE O MAR SE APARTASSE



Como se o mar se apartasse
e revelasse outro mar,
e esse mar outro mar, e os três
fossem só a presunção
de mares consecutivos
despossuídos de praias...
E mares à margem de mares a vir...
Assim a Eternidade.


Emily Dickinson
Tradução de Paulo Mendes Campos

quinta-feira, 14 de março de 2013

EMILY DICKINSON



A dor - tem um elemento de vazio -
Não se consegue lembrar
De quando começou - ou se houve
Um tempo em que não existiu -

Não tem futuro - para lá de si própria -
O seu infinito contém
O seu passado - iluminado para aperceber
Novas épocas - de dor.

Emily Dickinson

quarta-feira, 21 de março de 2012

HÁ UMA SOLIDÃO NO CÉU


Há uma solidão no céu,
uma solidão no mar
e uma solidão na morte.
Mas fazem todas companhia
comparadas a este local profundo,
esta polar intimidade,
uma Alma que reconhece a Si mesma:
finita infinidade.


Emily Dickinson
Tradução de Paulo Mendes Campos