Desato o sono e sento-me numa pedra, mais perto de mim. E vi-o de novo. Tão sereno como uma vereda para a nascente. Digo, então, que há um homem à entrada dos meus sonhos. Traz, nas mãos, promessas de trigo e, no olhar, a alegria, presa por um fio. Espanta-me a facilidade com que chora. Deve ser por isso que existe um rio na minha insónia e não posso ignorar a limpidez dos seus olhos.
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