terça-feira, 5 de maio de 2015

AO VENTO DE OUTONO




Vento de outono, vento solitário,
vento da noite,
força obscura que se desprende
do infinito e volta ao infinito,
rodopia dentro de mim, conjura
contra meu coração tua força,
arranca de um vez a casca
do fruto que não madura.


Joan Vinyoli
(1914-1984)
Tradução de João Cabral de Melo Neto.


3 comentários:

  1. Belo texto. Adorei seu blog. Abraços

    ResponderExcluir
  2. Obrigada Henrique por sua visita! Volte sempre!

    ResponderExcluir
  3. Obrigada Henrique por sua visita! Volte sempre!

    ResponderExcluir