quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

EFEMÉRIDES



(POEMA DE DEZEMBRO)

Dezembro acende as luzes
em ricos pinheiros de natal.
Mas é naquela árvore
solitária nas grotas
ou à beira da estrada
que se agregam os bem-te-vis
e tagarelam as maritacas.

Mangueiras, perobas, flamboyants -
ao pássaro tanto faz:
folhagens são mimos anônimos. 

(Eu insisto em um Deus
que se ergue em tronco
e esparrama os braços
para acolher os seus.)

Fernando Campanella

3 comentários:

  1. Lindo poema de Fernando! Parabéns pela postagem Amália...bj

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  2. Parabéns pelo teu blog! É lindo!

    Vem conhecer o meu:
    leiakarine.blogspot.com

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